Sure, resenha: Para onde ela foi de Gayle Forman

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Depois de "Se eu ficar", a sequência trás "Para onde ela foi" com a mesma intensidade dramática para a narrativa. Dessa vez nenhuma decisão precisa ser tomada, ou talvez precise...
"Para onde ela foi", é narrada por Adam o cara com quem Mia namorava no primeiro livro. A história se passa três anos depois do primeiro e muita coisa mudou.
Adam agora é um ''astro do rock'', a banda Shooting Star explodiu depois do lançamento de um CD, onde por sinal tinha letras que Adam retratava toda a sua dor, raiva e ressentimento pela perda repentina que sofreu. E não é só no álbum onde podemos ver o ressentimento rolando, é basicamente grande parte do livro e ele não é tão grande (o livro).

Então temos Adam, que agora é esse cara famoso que namora uma atriz famosa, mas que se sente completamente infeliz e que perdeu o amor pela música. Ele sofre de crises de ansiedade e começou a fumar. Tudo virou uma bagunça.

O livro desenrola no mesmo esquema do anterior com flashbacks do passado, onde Adam se lembra de Mia, e de coisas que aconteceram depois do acidente, e um pouco além dele.

O desenrolar da história não é nenhuma surpresa, e pode soar bem previsível, mas a graça toda está nos diálogos, que traze a tona um Adam bem diferente do que vimos anteriormente e nada previsível.

Num impulso de curiosidade li este livro no mesmo dia que terminei "Se eu ficar", e tudo bem o livro tem vários defeitinhos, mas se tem uma coisa que ele faz bem é entreter.

O tema "astro do rock infeliz" é realmente um clichezão, mas confesso que gosto muito dessas histórias, mesmo que elas já estejam batidas.

O que realmente incomoda boa parte do livro é o ressentimento absurdo que Adam carrega em relação a Mia, e pra mim o motivo de ele achar que tem direito a tanto ressentimento só fica claro depois de muito tempo de leitura.

Ainda sim, apesar de por vezes entender o lado dele, não dá pra deixar de pensar que ele está exagerando muito e por isso, alguns tem dito por ai que o coitado é um insuportável.

Não achei, gostei do Adam e apesar do livro não ser uma grande ''obra'', cumpriu bem sua função de me deixar curiosa e atiçada, apesar dos pesares.

Se você gostou do primeiro há uma grande chance de que o segundo não lhe agrade, mas é o que eu digo: Sempre vale a tentativa.


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