Sure, resenha: Persépolis de Marjane Satrapi

15:00:00



Marjane Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita - apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa.

Vinte e cinco anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que se transformou.

Comprei esse livrão numa promoção de quase 70% de desconto. E não podia ser de outra forma, o preço dele costuma beirar as 50 dilmas. 


Depois de ter comprado, creio que eu tentei ler ele pelo menos umas 5 vezes, sem conseguir terminar. E não por ser uma história ruim, mas, algo não me prendia e eu largava o coitado. Mas o milagre nasceu e finalmente terminei. Foi uma leitura incrível (que eu não devia ter adiado tanto).


A biografia em HQ de Marjane, nos permite acompanhar sua história desde pequena. E é por meio de sua história que também passamos a aprender sobre todos os milhares de conflitos no Irã. Como vive uma garota num país que vive em guerra, e é cercado de opressão.

A HQ também nos permite responder muitas questões que sempre nos fazemos sobre o regime em que eles vivem. Porque as mulheres usam véu? Porque há tanta guerra no Irã? Qual o motivo de tantos conflitos?



As questões são sempre respondidas pela mente esperta de Marjane, mas não vou enganar vocês: Mesmo depois de ler esse livro muita coisa sobre o regime deles e as guerras não fazem o menor sentido, sim, são um pouco complexos.


Com uma narrativa leve, vemos Marjane encarar seus primeiros questionamentos: Usar o véu, ir a manifestações, viver sua infância apesar das guerras.


O mais impressionante na HQ, é o contraste cultural, que HQa vive, e que o leitores também pode vivenciar. Em muitos momentos em que me peguei tão abismada quanto nossa protagonista diante de várias situações de opressão.


Como quando Marjane tem uma aula de nu artístico na Faculdade de Artes, no Irã. Ela aprende a desenhar as modelos de burca. Ou quando ela diz que tem relações sexuais com seu namorado e é praticamente hostilizada por todas as suas amigas.






Por fim, a problemática é bem grande e Persépolis é sem dúvida além de uma ótima HQ biográfica, uma leitura para refletir e repensar coisas que ainda acontecem nesse nosso planeta. Se você procura algo assim, tá na hora de ler essa HQ maravilhosa né?!




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4 comentários

  1. Estou lendo essa HQ agora, e normalmente leio esse tipo de livro mais rápido, mas acho que por se tratar de um tema mais pesado, realmente a gente empaca nele. Estou gostando bastante!
    Beijos
    Mari
    www.pequenosretalhos.com

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  2. Esse post me lembrou que Persépolis está na minha estante esperando para ser lida. Eu já li alguns capítulos da HQ logo que comprei, mas tive que abandonar, porque estava no período do tcc e simplesmente não tinha tempo :/ Também senti um pouco de dificuldade de entender a questão da religião,governos e guerras, mas espero ler com mais atenção da próxima vez! haha

    http://colorindonuvens.com/

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  3. Fiquei com vontade de ler, tomara que eu encontre uma promoção dessas também!

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  4. Parece uma ótima HQ. Não sou muito ligada em HQs, mas essa sempre me chamou a atenção. Provavelmente lerei um dia <3

    ourbravenewblog.weebly.com

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